A sensação de reconstrução da Alemanha durou pouco. Após retornar ao mata-mata de uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 2014, a seleção tetracampeã foi eliminada pelo Paraguai nos pênaltis, nesta segunda-feira (29), em Boston. O revés recoloca o país no centro de um debate persistente: a crise do futebol alemão é estrutural ou apenas circunstancial?
O desempenho de Julian Nagelsmann sob pressão tornou-se o foco principal. Apesar de manter o controle territorial e a posse de bola durante os 120 minutos, a equipe alemã mostrou uma incapacidade crônica de transformar domínio em profundidade. O time circulou a bola sem conseguir desmontar o bloco defensivo organizado do Paraguai, revelando uma previsibilidade que assusta os torcedores.
Crise de identidade e falta de profundidade
A campanha na Copa do Mundo 2026 foi marcada por altos e baixos. O brilho no 7 a 1 sobre Curaçao gerou expectativas, mas as dificuldades contra Costa do Marfim e a derrota para o Equador já sinalizavam problemas defensivos e de ritmo. A queda para o Paraguai confirma que a qualidade técnica individual não tem sido suficiente para compensar a falta de agressividade ofensiva.
Com este resultado, a Alemanha prolonga um ciclo de frustrações que começou após o título de 2014. O país, acostumado ao topo, agora enfrenta o desafio de entender por que sua estrutura de jogo não consegue mais converter superioridade em vitórias decisivas em torneios de mata-mata.
Perguntas frequentes
Como a Alemanha foi eliminada? A Alemanha foi eliminada pelo Paraguai na disputa de pênaltis após empate no tempo regulamentar.
Qual o principal problema da seleção alemã? A dificuldade em transformar a posse de bola e o domínio territorial em chances reais de gol e profundidade ofensiva.
