Após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti quebrou o silêncio. Em entrevistas exclusivas, o técnico italiano detalhou os motivos da queda e apresentou um plano de longo prazo para a Seleção Brasileira, que tem contrato com o treinador até 2030. O foco central de sua análise recai sobre a deficiência estrutural do futebol brasileiro em produzir jogadores de meio-campo.
Para Ancelotti, a Espanha, campeã mundial, serve como o modelo ideal de construção de elenco. O técnico destacou que o sucesso espanhol não se deveu apenas aos titulares, mas à profundidade e qualidade técnica de seu setor central, que permitiu controle de jogo e posse de bola constante. Segundo o italiano, a Espanha possui uma geração de meio-campistas capaz de ditar o ritmo das partidas, algo que falta ao Brasil, que apresentou um estilo de jogo excessivamente vertical e sem cadência.
O plano de ação do comandante envolve uma mudança de mentalidade na formação de atletas. Ancelotti pretende trabalhar diretamente com treinadores de categorias de base, como sub-15 e sub-17, para monitorar e desenvolver perfis de meio-campistas que hoje são escassos no país. O objetivo é garantir que o Brasil volte a ter jogadores capazes de controlar o ritmo das grandes competições, utilizando exemplos de progressão de jovens talentos do futebol nacional.
Perguntas frequentes
Qual a principal crítica de Ancelotti ao futebol brasileiro? A falta de meio-campistas com capacidade de controle de jogo e cadência.
O que a Espanha tem de diferente segundo o técnico? Uma geração de meio-campistas extremamente forte e profunda, tanto no time titular quanto no banco.
