A presença de Neymar na lista definitiva de convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi resultado de uma reviravolta estratégica de Carlo Ancelotti. Segundo informações repassadas pelo jornalista Guillem Balague, da BBC, o treinador italiano alterou sua posição inicial sobre o craque do Santos após conversas com o auxiliar Davide Ancelotti. Inicialmente, o plano era excluir o atacante do grupo, mas a avaliação mudou considerando o impacto midiático e psicológico de sua ausência.

Balague detalhou que, dois dias antes do anúncio oficial em 18 de maio, Davide confirmou que Neymar não estaria nos planos. No entanto, a divulgação final incluiu o camisa 10, indicando uma mudança de rumo. A motivação principal não foi puramente tática, mas uma gestão de riscos. Ancelotti concluiu que a ausência do jogador poderia gerar uma narrativa negativa caso a equipe não alcançasse resultados esperados, criando uma pressão desnecessária sobre a comissão técnica durante o torneio.

Para formalizar a convocação, o técnico italiano impôs três condições inegociáveis ao jogador. Primeiro, Neymar não faria parte do grupo de capitães, mantendo a hierarquia tradicional. Segundo, o atacante chegaria ao Mundial como reserva, sem garantia de titularidade nos jogos. A terceira exigência, talvez a mais contraintuitiva, foi a redução significativa da presença do jogador nas redes sociais durante a competição, buscando minimizar distrações externas e focar no ambiente interno do vestiário. O craque aceitou os termos, garantindo sua vaga no elenco que buscará o sexteto título.

Perguntas frequentes

Quais foram as três condições impostas por Ancelotti a Neymar? Neymar não seria capitão, chegaria como reserva sem garantia de titularidade e teria sua atividade nas redes sociais reduzida durante a Copa.

Por que Ancelotti mudou a decisão sobre Neymar? O técnico percebeu que a ausência do craque poderia gerar uma repercussão negativa e pressão extra se a Seleção Brasileira tivesse resultados abaixo do esperado.