Carlo Ancelotti afirmou na coletiva pós-vitória do Brasil sobre o Egito que a Seleção defenderá obrigatoriamente em 4-4-2. A declaração, no entanto, foi mal interpretada. O técnico não prometeu um sistema ofensivo ou o retorno do 4-2-4, mas reforçou um padrão tático que já vem sendo utilizado desde o início de seu ciclo e que tem sido a principal fonte de instabilidade defensiva da equipe.
O sistema 4-4-2 defensivo do Brasil tem demonstrado fragilidade crônica. Diferente de equipes como o Arsenal, que dominam a estrutura, a Seleção sofre para manter a coerência em bloco alto. Na estreia contra o Equador, o time foi dominado e forçado a recuar devido à incapacidade de pressionar a saída de bola com três zagueiros. A falha se repetiu contra o Japão e foi determinante na derrota para a França, na última Data Fifa.
O calcanhar de Aquiles de Ancelotti é a inferioridade numérica no meio-campo contra adversários que saem de três. Ao subir o bloco no 4-4-2, o Brasil fica com dois jogadores contra os três adversários na zona central. Contra o Japão, a solução foi concentrar o jogo no meio com apoios, mas a França explorou seus volantes para criar superioridade e desequilibrar as alas. Sem adaptação, Ancelotti chega à Copa com um problema estrutural não resolvido.
Perguntas frequentes
Ancelotti vai manter o 4-4-2 na Copa? O técnico afirmou que o time defenderá em 4-4-2, mas o sistema tem falhado consistentemente.
Qual o maior problema da defesa brasileira? A fragilidade contra times que saem de três zagueiros, gerando inferioridade numérica no meio.
