A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) determinou nesta quarta-feira, 26, a proibição imediata para o Vasco da Gama captar novos empréstimos com a Crefisa e manter quaisquer relações comerciais com o Palmeiras. A medida cautelar integra um procedimento administrativo aberto para investigar possíveis conflitos de interesses na venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) vascaína ao empresário Marcos Lamachia, enteado da presidente palmeirense, Leila Pereira.
O vínculo entre as partes é complexo e gera preocupações regulatórias. José Roberto Lamacchia, pai de Marcos e marido de Leila, figura como avalista na operação de venda de 90% das ações do clube cruzmaltino por pouco mais de R$ 2 bilhões. Além disso, o empresário é sócio vitalício e conselheiro do Palmeiras. A Crefisa, controlada pelo casal, já emprestou R$ 80 milhões ao Vasco no final do ano passado, tomando 20% das ações da SAF vascaína como garantia. Caso a dívida não seja quitada, a instituição financeira poderia assumir o controle acionário.
O regulamento de fair play financeiro da CBF veda que pessoas físicas ou jurídicas detenham influência significativa sobre mais de um clube em competições nacionais. A Anresf analisa se a estrutura familiar e os laços financeiros entre Leila Pereira, José Roberto Lamacchia e Marcos configuram essa interferência indevida. O presidente da agência, Caio Cordeiro de Resende, já havia sinalizado que o acordo seria scrutinado com rigor. Se a investigação concluir pela existência de conflito, novas restrições podem ser impostas ou a operação suspensa.
Perguntas frequentes
Por que a Anresf proibiu negócios entre Vasco e Palmeiras? Para investigar um possível conflito de interesses na venda da SAF vascaína a Marcos Lamachia, parente da diretoria do Palmeiras.
Qual o papel da Crefisa no caso? A financeira, ligada à família Lamacchia, emprestou R$ 80 milhões ao Vasco e detém 20% das ações como garantia.
