O supervisor de VAR Shaun Evans, australiano, tornou-se alvo de acusações graves após ser fotografado fazendo o sinal de "ok" com a mão antes do início da partida entre Alemanha e Curaçao, válida pela Copa do Mundo de 2026. O gesto, amplamente divulgado nas redes sociais, é considerado por organizações de monitoramento de ódio como um código de identificação utilizado por supremacistas brancos.
A controvérsia ganhou força após internautas identificarem a associação do gesto com a sigla "WP" (White Power), criada em 2017 por usuários do fórum 4chan. Desde então, a Liga Antidifamação dos EUA incluiu o símbolo em seu banco de dados de ódio, tratando-o como um "dog whistle" (sinal discreto) usado por grupos neonazistas. Apesar do impacto imediato, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) até o momento não emitiu qualquer manifesto oficial sobre o incidente, assim como o próprio árbitro permanece em silêncio.
Shaun Evans, que atua como árbitro principal desde 2012 e integra o quadro da FIFA desde 2017, também esteve presente na edição de 2022, no Catar. A polêmica destaca a sensibilidade em torno de símbolos adotados por extremistas, mesmo quando a intenção inicial pode ser interpretada como neutra, como o tradicional sinal de aprovação. A ausência de posicionamento das autoridades do futebol reforça a necessidade de cautela e clareza institucional em meio a crises de imagem global.
Perguntas frequentes
O que significa o gesto do árbitro Shaun Evans? O gesto de "ok" é considerado por grupos de monitoramento de ódio, como a Liga Antidifamação, como um código supremacista branco que representa "White Power".
A FIFA se manifestou sobre o caso? Até a data desta publicação, a FIFA não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o incidente envolvendo o supervisor do VAR Shaun Evans.
