A trajetória da Tunísia para a Copa do Mundo de 2026 foi marcada por um contraste absoluto entre o domínio nas Eliminatórias e o colapso no Mundial. Durante o processo classificatório, as Águias do Cártago exibiram uma força defensiva avassaladora, conquistando nove vitórias e terminando o ciclo sem sofrer um único gol. No entanto, essa solidez mascarava uma instabilidade crônica no comando técnico, com sucessivas trocas de treinadores motivadas por desempenhos pífios em competições continentais.
Ao chegar à América do Norte, o cenário de domínio desapareceu. Sob o comando de Sabri Lamouchi, a equipe já demonstrava fragilidades em amistosos, culminando em uma derrota pesada para a Bélgica. No grupo da Copa, a realidade foi ainda mais cruel: derrotas consecutivas para Suécia (5 a 1) e Japão (4 a 0) selaram o destino da seleção. Em uma tentativa desesperada de reverter o quadro, a Federação Tunisina de Futebol demitiu Lamouchi e contratou Hervé Renard durante o torneio, uma medida inédita que não surtiu efeito.
O desfecho foi a terceira eliminação precoce do torneio. Com apenas um gol marcado e nove sofridos em três partidas, a Tunísia encerrou sua participação deixando um legado de gestão conturbada e falta de preparo para o mais alto nível do futebol mundial, transformando o sonho das Eliminatórias em um pesadelo na Copa.
Perguntas frequentes
Por que a Tunísia foi eliminada da Copa de 2026? A seleção foi eliminada após sofrer derrotas pesadas para Suécia e Japão, acumulando um saldo de gols negativo e instabilidade técnica.
Houve mudança de técnico durante o Mundial? Sim, a Federação Tunisina demitiu Sabri Lamouchi e contratou Hervé Renard durante a competição, uma medida inédita na história das Copas.
