O técnico Marcelo Bielsa não poupou críticas à nova dinâmica estabelecida pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva após o empate do Uruguai contra a Arábia Saudita, o treinador argentino questionou a divisão das partidas em quatro tempos de aproximadamente 22 minutos e meio, uma alteração imposta pelas pausas obrigatórias para hidratação nas sedes da América do Norte.
Para Bielsa, a medida compromete a fluidez e a cultura do esporte. Segundo o comandante, a interrupção constante altera a concepção do jogo e retira o encanto que define o futebol. Ele argumentou que a decisão parece ter priorizado interesses comerciais em detrimento da experiência esportiva, uma vez que as pausas criam novos espaços para publicidade e permitem intervenções táticas excessivas dos treinadores durante o tempo regulamentar.
O impacto prático dessa mudança já é visível no campo. Além das vaias da torcida nos estádios do Canadá, Estados Unidos e México, a dinâmica das partidas mudou drasticamente. O exemplo mais recente foi o confronto entre Alemanha e Costa do Marfim, onde as pausas influenciaram diretamente o ritmo de jogo e a capacidade de reação das equipes. Enquanto a medida visa proteger os atletas das altas temperaturas, o debate sobre a integridade do espetáculo ganha força nos bastidores do torneio.
Perguntas frequentes
Por que a Copa de 2026 tem quatro tempos? Devido às pausas obrigatórias para hidratação implementadas pela FIFA para lidar com as altas temperaturas nas sedes da América do Norte.
Qual a crítica de Marcelo Bielsa? Ele afirma que a mudança altera a cultura do futebol e prejudica a dinâmica e o encanto do esporte.
