Em fevereiro de 1970, quatro meses antes da estreia na Copa do Mundo no México, Carlos Alberto Torres perdeu a braçadeira de capitão da Seleção Brasileira. O defensor, que herdou a faixa de Djalma Santos em 1968, viu sua liderança questionada pelo técnico João Saldanha, que optou por Piazza para liderar a equipe.
A decisão de Saldanha baseava-se em critérios práticos. Piazza era considerado mais equilibrado e dominava inglês e espanhol, habilidades essenciais para a diplomacia com árbitros e adversários europeus. Enquanto isso, Carlos Alberto enfrentava críticas por seu temperamento explosivo. O ex-capitão Bellini, na revista Placar, destacou que o lateral era frequentemente expulso e que seu nervosismo poderia abalar o grupo sob pressão.
Zito, outro veterano, também apontava falhas, sugerindo que o jogador tendia a desmotivar-se se percebesse superioridade adversária. Apesar da troca da braçadeira, o impacto foi mínimo na trajetória histórica do time. Carlos Alberto recuperou o posto e, pouco depois, marcou o gol antológico na final contra a Itália, consolidando seu legado como o símbolo máximo do tricampeonato mundial. A perda temporária da faixa revela a instabilidade política dentro da comissão técnica de 1970.
Perguntas frequentes
Por que Carlos Alberto perdeu a braçadeira? João Saldanha prefere Piazza, considerado mais equilibrado e apto para diálogo internacional.
Quem assumiu a braçadeira em 1970? Piazza foi escolhido temporariamente para substituir Carlos Alberto.
