A tentativa de Julio Casares de se distanciar das responsabilidades disciplinares no São Paulo não deve surtir efeito imediato. Embora o ex-presidente tenha protocolado a renúncia ao cargo de conselheiro vitalício e solicitado o desligamento do quadro de sócios, o processo ético que apura sua gestão segue curso normal. A audiência de julgamento da Comissão de Ética está confirmada para esta quinta-feira (30).
Internamente, o pedido de saída do quadro associativo é visto como uma manobra para evitar punições severas. No entanto, o Estatuto Social do clube possui um mecanismo de blindagem: o artigo 38 veta o desligamento de qualquer associado que seja objeto de procedimento administrativo disciplinar até a conclusão do caso. Na prática, Casares permanece vinculado ao clube para fins de julgamento.
O impacto da gestão temerária
O ex-dirigente responde por suposta gestão temerária durante seu mandato, que se estendeu de janeiro de 2021 a janeiro de 2026. O processo, conduzido pela advogada Amanda Nunes com apoio dos conselheiros Caio Forjaz e Carlos Sadi, pode culminar na expulsão definitiva de Casares do quadro social. Caso a condenação ocorra, a decisão final passará pelo Conselho Deliberativo, consolidando o afastamento total do ex-presidente da vida institucional do Tricolor.
Perguntas frequentes
Por que Casares não pode sair do quadro de sócios agora? O estatuto do São Paulo proíbe o desligamento de associados que respondem a processos disciplinares até que o caso seja concluído.
Qual é a acusação contra Julio Casares? Ele é acusado de gestão temerária durante o período em que presidiu o clube, entre 2021 e 2026.
