A batalha jurídica envolvendo o Corinthians e o suposto desvio de materiais esportivos da Nike ganhou um novo e tenso capítulo. A defesa de Armando Mendonça, vice-presidente do clube, protocolou um pedido de afastamento do promotor Cássio Conserino. O argumento central é a falta de imparcialidade do magistrado, que, segundo os advogados, teria ultrapassado limites institucionais ao se envolver em discussões da política interna do Timão e manifestar opiniões em redes sociais.
O pedido não busca apenas a saída de Conserino, mas também a anulação de toda a denúncia e dos atos praticados por ele no processo. A defesa sustenta que o promotor realizou apurações próprias que não constavam no inquérito policial original, tentando deslegitimar a investigação que tornou Mendonça réu. O caso é fruto de uma auditoria interna que apontou falhas graves no controle de materiais fornecidos pela gigante esportiva.
Por outro lado, o promotor Cássio Conserino rebateu veementemente as acusações. Em resposta à Justiça, ele afirmou que recebeu o caso por sorteio eletrônico e que não possui qualquer interesse pessoal nas investigações. Conserino destacou que o trabalho do Ministério Público é amplo e que as apurações atingiram dirigentes de três gestões diferentes do Corinthians, o que reforça o caráter institucional e técnico da ação, negando qualquer viés político ou pessoal.
Perguntas frequentes
Por que a defesa de Armando Mendonça quer afastar o promotor? A defesa alega que o promotor Cássio Conserino não possui imparcialidade para conduzir o caso devido a declarações públicas e envolvimento em temas da política interna do Corinthians.
O que é o Caso Nike no Corinthians? É uma investigação sobre supostos desvios de materiais esportivos fornecidos pela Nike, iniciada após uma auditoria interna apontar falhas no controle de estoque do clube.
