Crise política e administrativa no Morumbi

O clima institucional no São Paulo atingiu o ponto de ebulição neste sábado (25). Um grupo de oito conselheiros protocolou uma representação formal junto ao Conselho Deliberativo e à Comissão de Ética, exigindo o afastamento liminar do presidente Harry Massis Júnior. O documento não pede apenas a suspensão temporária, mas também a abertura de um processo disciplinar que pode resultar na expulsão definitiva do mandatário do quadro associativo do clube.

A fundamentação do pedido baseia-se em alegações de gestão temerária e violações ao Estatuto Social. O principal estopim para a movimentação é o novo transfer ban imposto pela Fifa ao Tricolor, decorrente de dívidas na contratação do volante Marcos Antonio. Para os conselheiros, a punição é o reflexo de um descontrole administrativo que compromete a governança e o planejamento esportivo da instituição.

Além do bloqueio de transferências, a petição destaca os atrasos salariais admitidos pela diretoria e um áudio vazado de Massis. Na gravação, o presidente expõe um cenário de colapso financeiro ao afirmar a falta de recursos para trocas de treinador, o que contradiz movimentações posteriores, como a demissão de Hernán Crespo e a contratação de Dorival Júnior. O grupo sustenta que há um robusto conjunto probatório de falhas que exige medidas cautelares imediatas para proteger o patrimônio do São Paulo.

Perguntas frequentes

Por que os conselheiros pedem o afastamento de Harry Massis? Devido a alegações de gestão temerária, violações estatutárias e o novo transfer ban imposto pela Fifa.

Qual o impacto do transfer ban para o São Paulo? O clube fica impedido de registrar novos jogadores devido a dívidas pendentes, como a do volante Marcos Antonio.