O Corinthians enfrenta um cenário de incerteza financeira após a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula, que determina o fim das operações de casas de apostas no Brasil. O clube buscava um prazo de transição de pelo menos 90 dias para reorganizar suas finanças e buscar novos parceiros, mas a norma entra em vigor imediatamente, proibindo novos depósitos nas plataformas.

A diretoria alvinegra descreveu a situação como 'terra quase arrasada', preocupada especialmente com o contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte. Segundo projeções internas, a perda de receita pode ser ainda mais severa do que o impacto sentido em 2019, quando a Caixa Econômica Federal encerrou seus patrocínios ao futebol brasileiro. No curto prazo, o clube não identifica empresas com capacidade financeira para substituir os valores atuais.

Reorganização e busca por soluções

Para mitigar os danos, o Corinthians espera que o governo considere os efeitos colaterais sobre os clubes e que novas diretrizes de controle de gastos e fair play financeiro sejam implementadas pela CBF. A expectativa é que uma gestão administrativa mais rigorosa ajude a equilibrar as contas após o vácuo deixado pelo mercado de apostas. Até o dia 5 de outubro, as empresas têm o prazo para retirar marcas e ações de marketing de seus contratos vigentes.

Perguntas frequentes

Qual o impacto imediato para o Corinthians? O clube corre o risco de perder a receita do patrocínio máster da Esportes da Sorte sem um prazo de transição.

O que diz a nova medida sobre as bets? A medida proíbe novos depósitos e exige que marcas de apostas retirem anúncios de contratos até 5 de outubro.