Crise financeira agita o ambiente no CT Rei Pelé
O clima no Santos escalou para um nível de tensão institucional no último domingo. O elenco decidiu atrasar o início do treinamento para exigir uma reunião imediata com a diretoria, motivado pelo atraso recorrente no pagamento dos direitos de imagem. A terceira parcela vence nesta segunda-feira, o que intensificou o descontentamento dos atletas, que buscam transparência sobre o fluxo de caixa do clube.
O presidente Marcelo Teixeira não compareceu pessoalmente ao CT, enviando Marcelo Teixeira Filho e um representante do departamento financeiro para mediar o conflito. O ponto central da revolta dos jogadores é o que chamam de 'pagamento seletivo'. Segundo lideranças do grupo, o clube efetuou o pagamento de atletas como Barreal e Lautaro Díaz apenas após notificações extrajudiciais, o que gerou um ultimato: caso a situação não seja regularizada para todos, o elenco pretende acionar a Justiça de forma coletiva.
O impacto imediato foi sentido na rotina técnica, com o treino iniciando apenas às 11h e ocorrendo de forma mais leve. A crise ocorre em um momento crítico para o calendário do Peixe, que viaja nesta segunda-feira para a Venezuela para enfrentar o UCV pela Sul-Americana. O desafio da gestão agora é conter o desgaste emocional do grupo e garantir que o foco esportivo não seja totalmente perdido em meio ao caos administrativo.
Perguntas frequentes
Por que os jogadores do Santos atrasaram o treino? O elenco atrasou o treino para exigir uma reunião com a diretoria para cobrar o pagamento de direitos de imagem atrasados.
Qual é a principal reclamação do elenco? Os jogadores questionam a falta de transparência e o pagamento seletivo, alegando que alguns atletas só receberam após notificações judiciais.
Como isso afeta o Santos na Sul-Americana? O clima de tensão ocorre justamente na véspera da viagem para a Venezuela, onde o time enfrenta o UCV.
