A derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, na ida das quartas de final da Copa do Brasil, trouxe à tona uma decisão polêmica da comissão técnica do Santos. O técnico Cuca foi categórico ao explicar por que não escalou Neymar e nem levou Gabigol ao banco de reservas. A ausência do craque não se deveu a desentendimentos internos, mas sim a uma gestão estratégica de cargas físicas e riscos táticos.

Cuca revelou que o gramado sintético do Nubank Parque foi um fator determinante na análise. Neymar já havia criticado publicamente esse tipo de piso, e a diretoria optou por protegê-lo de lesões graves. Além disso, o meia-atacante acumulava dois cartões amarelos, o que aumentava o risco de suspensão em caso de falta ou expulsão. O treinador enfatizou que, individualmente, Neymar estaria à disposição para jogar, mas a responsabilidade da comissão técnica era preservar o jogador para a sequência intensa de partidas.

A estratégia do Santos incluía manter Neymar relacionado ao jogo como uma jogada psicológica para confundir o Palmeiras sobre as reais intenções táticas. Cuca justificou que a decisão foi coletiva e ponderada, considerando o desgaste físico acumulado e a importância dos próximos confrontos. A ausência de Gabigol no banco também reflete essa lógica de controle de elenco, priorizando jogadores em melhor condição física para enfrentar o adversário direto.

Perguntas frequentes

Por que Neymar não foi ao banco de reservas? Cuca decidiu poupá-lo devido ao gramado sintético, risco de lesão e acumulação de cartões amarelos.

Gabigol começou no banco ou ficou fora do jogo? Gabigol não foi levado ao banco de reservas, seguindo a lógica de controle de carga da comissão técnica.