A relação entre técnico e craque no Santos entrou em nova fase de tensão após a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, nas quartas de final da Copa do Brasil. Cuca justificou a ausência de Neymar como decisão técnica baseada em controle de carga, mas a resposta gerou desconforto imediato na imprensa especializada. Colunistas do UOL Esporte interpretaram a reação do treinador como um momento de surpresa e desalento.
Walter Casagrande destacou a falta de transparência no manejo da informação pelo clube. Segundo ele, Cuca demorou para responder porque o discurso foi construído tardiamente, após declarações anteriores de que a comissão técnica assumia a responsabilidade. A hesitação do técnico reforçou a percepção de que não há um comando claro nas decisões sobre o jogador.
Julio Gomes foi mais direto ao afirmar que Cuca entrou no "modo deprê" e apontou a contradição em considerar Neymar fundamental, mas excluí-lo até do banco de reservas. Para Gomes, a situação expõe uma liderança ausente no Santos, onde se ignora quem realmente decide o destino do atleta. A impressão é de que as escolhas são ditadas por interesses externos ou pelo próprio jogador, e não por um projeto esportivo definido.
Arnaldo Ribeiro criticou a incompatibilidade de Neymar não viajar com o elenco nem estar presente no estádio, mesmo sem lesão aparente. Para ele, argumentos sobre calendário ou gramado sintético perdem força quando o craque se isola completamente da equipe. A polêmica reforça a crise de identidade do Santos, que luta para equilibrar a presença de uma estrela global com a necessidade de coesão tática e hierárquica em momentos decisivos de competições.
Perguntas frequentes
Por que Neymar não jogou contra o Palmeiras? Cuca justificou a ausência como decisão técnica baseada em controle de carga, embora o jogador não tenha viajado com o elenco.
O que os colunistas acharam da resposta de Cuca? Avaliaram que o técnico foi pego de surpresa pela pergunta e entrou em um modo 'deprê', revelando falta de comando no clube.
