O balanço crítico da gestão Menin
O Atlético-MG completa três anos sob o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas o marco temporal não traz celebrações. Sob o comando dos bilionários Rubens e Rafael Menin, o clube vive um paradoxo: embora a estrutura administrativa tenha sido profissionalizada, o campo não responde na mesma intensidade. A ausência de títulos de expressão neste período e o desempenho oscilante geram um clima de instabilidade que reflete diretamente na relação com a massa atleticana.
A cobrança externa atingiu níveis elevados. O que era para ser um período de estabilidade financeira e investimentos certeiros transformou-se em um cenário de forte pressão por resultados imediatos. A torcida, que inicialmente abraçou a transição para o modelo de gestão privada, demonstra sinais claros de desgaste, exigindo que o potencial financeiro da SAF se converta em conquistas concretas e protagonismo nas competições nacionais e continentais.
O grande desafio para os próximos ciclos é reconectar o projeto de longo prazo com a expectativa de sucesso imediato do torcedor. Sem títulos que validem o investimento e a mudança de modelo, a gestão Menin enfrenta o risco de ver o entusiasmo inicial ser substituído por uma descrença estrutural, dificultando o planejamento de futuras contratações e a manutenção do apoio popular indispensável ao clube.
Perguntas frequentes
Quem são os gestores da SAF do Atlético-MG? A gestão é liderada pelos irmãos Rubens e Rafael Menin.
Qual o principal problema da gestão atual? A falta de títulos de expressão e o desgaste na relação com a torcida.
