A Fifa encontra resistência em Nova Jersey, oposta à submissão ao governo de Donald Trump. A governadora Mikie Sherril (Democrata) confronta a entidade sobre o caos no transporte para o jogo de abertura do MetLife Stadium entre Brasil e Marrocos. A capacidade de 82,5 mil torcedores exige logística complexa, mas a tarifa de trem saltou de US$ 12,90 para US$ 80 (R$ 410), gerando indignação generalizada.

Sherril justificou o reajuste alegando que herdou um acordo onde a Fifa não destina recursos ao transporte. A NJ Transit arca com US$ 48 milhões para garantir a mobilidade, enquanto a entidade arrecada US$ 11 bilhões com o evento. A governadora criticou a ausência de subsídios, citando precedentes em Catar e Rússia, e anunciou programa de ingressos para trabalhadores essenciais para mitigar o impacto social.

A situação é crítica para a imagem do torneio. Turistas enfrentam incertezas no Port Authority Terminal, onde informações sobre ônibus oficiais são escassas e limitadas ao inglês. A FIFA anunciou tarifa simbólica de US$ 20, mas a implementação é confusa. O contraste entre a facilidade obtida em Washington e a adversidade política em Nova Jersey destaca a fragilidade da operação logística da Copa do Mundo 2026 nos EUA antes mesmo do apito inicial.

Perguntas frequentes

Qual o valor da passagem de trem para o MetLife Stadium? A tarifa foi elevada para US$ 80 (aproximadamente R$ 410) pelo NJ Transit, devido à falta de aporte financeiro da Fifa no transporte.

Por que a governadora de Nova Jersey critica a Fifa? Mikie Sherril alega que a entidade não cobre as US$ 48 milhões de custos operacionais de transporte, exigindo que a população local suporte o ônus.