O Flamengo oficializou uma movimentação jurídica de peso para tentar barrar a venda da SAF do Vasco ao empresário Marcos Lamacchia. O Rubro-Negro acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para solicitar o veto à transação, fundamentando o pedido em possíveis violações às regras de sustentabilidade financeira e à Lei Geral do Esporte.

O cerne da disputa reside na proibição do modelo multiclube. Segundo o Flamengo, a aquisição por Lamacchia configuraria controle ou influência significativa sobre mais de um clube, o que é vedado pelo artigo 86 do Sistema de Sustentabilidade Financeira. O argumento ganha contornos familiares, já que Lamacchia é filho de José Lamacchia, que mantém estreita ligação com a gestão do Palmeiras por meio de Leila Pereira. A norma técnica considera o parentesco de até segundo grau para apurar o controle indireto de direitos de voto e poder de decisão.

Além do regulamento da ANRESF, a ação baseia-se na Lei Geral do Esporte, que impede que uma mesma pessoa ou grupo detenha participação simultânea na gestão de organizações esportivas que disputem a mesma competição. A ANRESF já solicitou esclarecimentos formais ao Vasco para entender o impacto da negociação no equilíbrio do futebol nacional. O desfecho deste caso pode estabelecer um precedente crucial sobre os limites de propriedade e o combate ao monopólio de influência entre clubes brasileiros.

Perguntas frequentes

Por que o Flamengo quer vetar a venda do Vasco? O clube alega que a compra por Marcos Lamacchia viola as regras contra o modelo multiclube, gerando conflito de interesses.

O que diz a regra sobre multiclubes? O regulamento proíbe que uma pessoa ou grupo tenha controle ou influência significativa sobre mais de um clube que dispute a mesma competição.