O Flamengo subiu o tom contra a intenção do governo federal de editar uma Medida Provisória para proibir as casas de apostas (bets) no Brasil. Em nota oficial divulgada nesta tarde (25), o clube rubro-negro classificou a medida como um ataque à segurança jurídica do setor esportivo. Segundo a diretoria, mudar o marco regulatório de forma abrupta compromete compromissos financeiros já estabelecidos entre clubes e empresas.

O impacto financeiro é o ponto central da preocupação. O Flamengo possui atualmente a Betano como patrocinadora máster, um contrato que ultrapassa os R$ 250 milhões e é um dos maiores da história do futebol nacional. O clube alerta que a proibição não atinge apenas o futebol profissional, mas reverbera em todas as categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, além de afetar a arrecadação com direitos de transmissão e publicidade de estádios.

Risco para o ecossistema do futebol

A gestão da Gávea argumenta que o veto não resolve o problema do mercado ilegal, mas enfraquece o mercado formal e regulamentado. O clube ressaltou que as receitas de patrocínio, que hoje somam uma estimativa de R$ 1 bilhão apenas na Série A, são vitais para o equilíbrio das contas. Para o Rubro-Negro, a decisão pode gerar um efeito cascata que reduz o poder de compra das emissoras e, consequentemente, as premiações das competições nacionais.

Perguntas frequentes

Por que o Flamengo é contra a proibição das bets? O clube alega que a medida gera insegurança jurídica e impacta severamente as receitas de patrocínios e direitos de transmissão.

Qual o impacto direto para o Flamengo? O clube tem a Betano como patrocinador máster em um contrato superior a R$ 250 milhões, que seria diretamente afetado.