Na semifinal da Copa do Mundo de 1962, contra os donos da casa, Chile, Garrincha chegou ao limite. Após sofrer agressões constantes do meio-campista Rojas, o lendário ponta-direita partiu para cima do adversário e foi expulso pelo árbitro peruano Arturo Yamasaki. O episódio, marcado pela violência física e verbal, levantou uma questão burocrática que mudou o rumo do torneio.

Naquela época, a suspensão automática por cartão vermelho ainda não existia. O caso seria julgado pela Fifa, onde os dirigentes brasileiros atuaram nos bastidores. A defesa argumentou que Yamasaki não havia relatado a infração na súmula oficial. Somado a isso, o bandeirinha Esteban Marino, que havia testemunhado a agressão e reportado a falta, simplesmente desapareceu e não foi encontrado para a audiência disciplinar.

O resultado foi a absolvição de Garrincha por 5 votos a 2. Sem a punição, o Anjo das Pernas Tortas voltou a campo e foi decisivo na conquista do título mundial pelo Brasil, que derrotou a Tchecoslováquia por 3 a 1 na final. O caso ganhou novo destaque recente ao ser comparado à anulação do cartão vermelho de Folarin Balogun, dos Estados Unidos, na Copa do Mundo de 2026, embora o contexto regulatório entre as duas décadas seja distinto.

Perguntas frequentes

Por que Garrincha não cumpriu suspensão após ser expulso na Copa 1962? A suspensão foi anulada porque a Fifa considerou que o árbitro não relatou a infração na súmula e a testemunha chave, o bandeirinha Esteban Marino, não compareceu à audiência.

Qual foi o resultado da final da Copa do Mundo de 1962? O Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1, conquistando seu segundo título mundial de futebol.

Havia suspensão automática por cartão vermelho em 1962? Não. Diferente da atualidade, a expulsão não implicava suspensão automática na Copa de 1962, dependendo de julgamento posterior da entidade.