A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a 'Operação Falso 9' e prendeu um homem em flagrante em Itaperuna, no estado. O suspeito era acusado de se passar por Luis Castro, técnico do Grêmio, para aplicar golpes financeiros contra atletas profissionais. A investigação revelou que o criminoso utilizava perfis falsos em aplicativos de mensagens para criar laços de confiança com jogadores de clubes da Série A antes de solicitar transferências bancárias.

A estrutura criminosa operava com uma rotina meticulosa: conversas prolongadas sobre rotina, família e desempenho nos treinos, sempre exigindo sigilo absoluto. O esquema já havia atingido quatro atletas de um clube de Porto Alegre. Em um dos casos mais graves, um jogador foi convencido a transferir mais de R$ 22 mil para uma conta controlada pela organização, supostamente para a compra de cestas básicas no Rio de Janeiro. A segunda tentativa de extorsão, que envolvia R$ 50 mil, não foi concretizada devido aos limites bancários da vítima.

Além das fraudes contra jogadores brasileiros, os investigadores identificaram contatos do mesmo número telefônico com atletas de clubes europeus e até tentativas de abordagem a um artista de grande popularidade nacional. A polícia constatou que o preso já tinha histórico de detenção em 2024 por crime semelhante e passagens anteriores por clubes de futebol. O Grêmio e Luis Castro optaram pelo silêncio institucional, sem se manifestar sobre o caso.

Perguntas frequentes

Como o golpista entrou em contato com os jogadores? Ele utilizava perfis falsos em aplicativos de mensagens para criar proximidade e confiança antes de solicitar dinheiro.

Quanto dinheiro foi desviado na operação? Um atleta já transferiu mais de R$ 22 mil. Outras tentativas foram frustradas pela polícia ou limites bancários.

O Grêmio se manifestou sobre o caso? Não. O clube informou que não irá se pronunciar e que o técnico Luis Castro também não comentará.