Na véspera da abertura da Copa do Mundo 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrentou questionamentos contundentes durante coletiva na Cidade do México. O jornalista Dan Roan, da BBC, perguntou se o dirigente sentia vergonha por ter perdido o controle do torneio. A resposta de Infantino foi marcada por uma defesa institucional que destacou a limitação da Fifa frente às soberanias nacionais, especialmente em questões migratórias impostas pelo governo dos Estados Unidos.
O contexto da crise envolve a negativa de entrada dos Estados Unidos ao árbitro somali Omar Artan. O constrangimento expôs a submissão da entidade ao pressionado presidente americano, Donald Trump, com quem Infantino mantém uma relação estreita. Ao admitir que a Fifa não tem poder para interferir nas decisões de fronteira americanas, o dirigente reafirmou: "Não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva". Infantino solicitou unidade, mesmo sob críticas à postura considerada submissa, e defendeu que a segurança prevalece sobre a inclusão absoluta de credenciados internacionais.
Apesar das controvérsias, o dirigente tentou resgatar a imagem da entidade ao citar a presença da Seleção Iraniana no Mundial como um sucesso diplomático. Infantino também anunciou que a Copa do Mundo Feminina de 2035 deve ser realizada no Reino Unido, tentativa de provar que a Fifa opera dentro das realidades políticas globais, onde a segurança estatal tem precedência sobre a vontade da entidade esportiva.
Perguntas frequentes
Por que o árbitro Omar Artan não entrou nos EUA? O governo americano negou a entrada do árbitro somali por questões de imigração e segurança, decisão que a Fifa admitiu não ter poder para rever.
Infantino criticou Trump por causa disso? Não. O presidente da Fifa defendeu que a entidade deve respeitar as soberanias nacionais e as decisões governamentais, evitando confrontos diretos.
