O Brasil começa como o grande favorito da liderança do Grupo C na Copa do Mundo de 2026, com marcos em Marrocos, Haiti e Escócia. A lógica do torneio aponta que o campeão do grupo enfrentará o vice-líder do Grupo F. É ali que mora o perigo: o Japão.
Os Samurais Azuis disputam a chave com Países Baixos, Suécia e Tunísia. Enquanto a Laranja Mecânica carrega o peso da tradição, o time de Hajime Moriyasu consolida uma identidade competitiva que pode complicar seriamente a vida de Carlo Ancelotti ainda nas oitavas de final. A equipe asiática vive um momento de alta consistência coletiva, sendo apontada como a possível surpresa do mundial, capaz de igualar o nível técnico dos europeus.
O desafio tático dos Samurais
O Japão vem construindo sua campanha nas Eliminatórias Asiáticas de forma sólida, liderando seu grupo. Apesar das baixas importantes na espinha dorsal — como Takumi Minamino, Kaoru Mitoma e o capitão Wataru Endo —, a estrutura tática permanece intacta. Moriyasu consolidou, desde 2018, um sistema 3-4-1-2 ou 3-4-2-1, dependendo da fase do jogo.
A arma principal dos asiáticos são os alas, que atuam como verdadeiros meias-ala. Eles são cruciais tanto na criação, usando o drible para romper linhas, quanto na recomposição defensiva, formando uma primeira linha de proteção. Essa mobilidade e o comprometimento tático rigoroso transformam o Japão em um adversário difícil de decifrar. Nos últimos dois mundiais, os japoneses estiveram a um passo de encarar a seleção brasileira, sendo eliminados pela Bélgica em 2018 e pela Croácia em 2022 nas penalidades.
Para o Brasil, ignorar essa realidade seria um erro estratégico. A organização defensiva e a transição rápida dos japoneses exigem atenção redobrada. Se o Brasil confirmar a liderança do Grupo C, o primeiro teste real do mata-mata não será apenas técnico, mas um duelo de filosofias: o talento individual brasileiro contra a máquina coletiva japonesa.
Perguntas frequentes
Qual é o principal estilo de jogo do Japão na Copa 2026? O Japão utiliza predominantemente o esquema 3-4-1-2 ou 3-4-2-1, focado na mobilidade e na atuação ofensiva e defensiva dos alas.
Quem será o possível adversário do Brasil nas oitavas de final? Se o Brasil liderar o Grupo C, seu adversário será o vice-líder do Grupo F, onde estão Japão, Países Baixos, Suécia e Tunísia.
