A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão garantiu o avanço às oitavas de final, mas trouxe uma preocupação imediata: a lesão de Lucas Paquetá. O meia sentiu dores no posterior da coxa e deixou o campo ainda no primeiro tempo. Embora a CBF confirme que ele já está em tratamento intensivo, a ausência de seu poder de associação e criatividade nas entrelinhas impõe um dilema tático para Carlo Ancelotti.
Sem o meia que equilibra a transição e o trabalho defensivo, o Brasil pode ser forçado a abandonar o controle centralizado para adotar um estilo mais vertical e focado nos lados do campo. A entrada de Endrick contra os japoneses já sinalizou essa mudança de leitura: em vez de um jogo de passes curtos e movimentação de 'falso nove', a equipe passou a buscar profundidade e jogadas individuais pelos setores laterais.
Essa reestruturação impacta diretamente Matheus Cunha. O atacante, que tem atuado com liberdade para recuar e conectar o jogo, pode perder sua função de apoio caso a Seleção opte por um esquema mais rígido com pontas fixos. A decisão de Ancelotti entre manter a posse de bola ou priorizar a velocidade definirá se o Brasil jogará com um meia criativo de reposição ou se abraçará um modelo de ataque direto e físico.
Perguntas frequentes
Qual a gravidade da lesão de Lucas Paquetá? O meia sofreu uma lesão no posterior da coxa, mas a CBF ainda não divulgou o tempo exato de recuperação.
Como a ausência de Paquetá muda o Brasil? A Seleção pode perder a capacidade de construção por dentro, exigindo um jogo mais focado nos lados e em transições rápidas.
