A imagem do Marrocos no MetLife Stadium não tinha nenhum traço da equipe reativa e defensiva que chegou às semifinais da Copa de 2022. Enfrentando o Brasil na estreia do Grupo C, os Leões do Atlas impuseram um futebol intenso e agressivo, desorganizando a linha de meio-campo brasileira por mais de meia hora. Longe da organização rígida do passado, a seleção sob comando de Mohamed Ouahbi, treinador apenas desde março, adotou uma postura de domínio territorial que poucos adversários conseguiram aplicar contra a seleção brasileira recentemente.
O empate em 1 a 1, com gol de Vinicius Júnior aos 32 e antecedência de Ismael Saibari, foi o resultado, mas a reação no vestiário foi de frustração. Ouahbi não demonstrou alívio, mas sim insatisfação em entrevista à M6: “Quando não se sabe ganhar, é preciso aceitar o empate”. Essa postura revela a ambição atual da equipe, que viu seu goleiro Alisson evitar dois gols certos nos acréscimos, defendendo cara a cara de Neil El Aynaoui e Ayoube Amaimouni. O que seria um resultado aceitável anos atrás hoje é tratado como um fracasso de aproveitamento.
Para Carlo Ancelotti, o confronto foi um alerta precoce. O volume de jogo marroquino desafiou a estrutura brasileira de forma consistente, apontando que a nova fase do torneio exige atenção máxima desde o primeiro minuto. A transformação tática de Ouahbi coloca o Brasil em um nível de dificuldade superior, sugerindo que o grupo não terá fôlego para respirar sequer na partida de abertura.
Perguntas frequentes
Qual foi o resultado do Brasil contra o Marrocos? O Brasil e o Marrocos empataram por 1 a 1 na estreia do Grupo C.
Como o técnico marroquino reagiu ao empate? Mohamed Ouahbi demonstrou frustração, afirmando que preferiria a vitória e que o empate foi apenas uma aceitação da ausência de ganho.
