O risco de se tornar refém de estrelas

A gestão financeira do Corinthians em torno da contratação de Memphis Depay tem sido alvo de duras críticas. Segundo o comentarista Mauro Cezar, ao aceitar acordos para manter o atacante holandês mesmo diante de atrasos recorrentes, o clube acaba se tornando "refém" do atleta. A análise aponta que, em vez de priorizar o equilíbrio das contas, a diretoria optou por ampliar as obrigações financeiras para garantir a permanência de um nome de peso.

Para ilustrar o cenário, Mauro Cezar utilizou o histórico do Flamengo como contraponto. Em 2013, em meio a uma crise severa de dívidas, o clube carioca tomou decisões drásticas, como a devolução de Vagner Love ao CSKA, priorizando a reorganização financeira em vez de manter contratos que não podia honrar. Na visão do jornalista, o movimento corintiano segue a direção oposta, tentando sustentar um alto custo sem ter a garantia de pagamentos em dia.

O jornalista Danilo Lavieri reforçou o pessimismo ao tratar das projeções de economia do clube paulista. Para Lavieri, qualquer cálculo de redução de gastos é falho, pois parte do pressuposto de que o Corinthians voltará a pagar suas obrigações pontualmente — algo que, segundo ele, não acontece de forma sistemática há muito tempo. O impacto dessa política de atrasos constantes pode comprometer a sustentabilidade do clube a longo prazo, transformando contratações de impacto em novos gargalos financeiros.

Perguntas frequentes

Qual a principal crítica de Mauro Cezar ao Corinthians? Ele afirma que o clube se tornou refém de Memphis Depay ao aceitar acordos de pagamento mesmo com atrasos recorrentes.

Como o Flamengo foi citado na comparação? O Flamengo foi usado como exemplo de gestão de crise em 2013, quando abriu mão de jogadores como Vagner Love para reorganizar as contas.