Palmeiras se despede de Leivinha

O Palmeiras perdeu um de seus personagens mais marcantes. José Carlos Pereira, o Leivinha, morreu aos 76 anos, deixando uma história profundamente ligada ao clube alviverde. Histórico camisa 8, ele fez 108 gols em 267 partidas pelo Verdão e se consolidou como um dos grandes nomes da tradição palestrina.

Leivinha não foi apenas um jogador vencedor. Foi um símbolo de um tempo em que o Palmeiras combinava talento técnico, competitividade e uma identidade muito própria. Meia de leitura refinada, passe preciso e presença constante no ataque, ele reunia virtudes que o tornaram querido por torcedores de diferentes gerações.

A notícia de sua morte provoca comoção porque Leivinha pertencia a uma categoria especial de ídolos: aqueles que atravessam décadas sem perder o tamanho. No imaginário palmeirense, ele ocupa espaço ao lado de jogadores que ajudaram a construir a grandeza do clube.

Uma trajetória marcada pelo talento

Leivinha iniciou sua caminhada no futebol profissional em um período de enorme competitividade. Passou por clubes como Santo André e Rio Branco, mas foi no Palmeiras que encontrou o palco ideal para transformar potencial em idolatria. Sua relação com o clube se estendeu entre 1966 e 1977.

No Verdão, tornou-se essencial pela capacidade de organizar o jogo e aparecer na área. Os 108 gols com a camisa palmeirense explicam essa combinação rara: visão de jogo de articulador e produtividade de atacante.

O camisa 8 que sabia pensar o jogo

Em campo, Leivinha era daqueles jogadores que pareciam ter mais tempo do que os outros. Recebia, levantava a cabeça e encontrava o passe certo. O número 8, em sua camisa, carregava responsabilidade. Leivinha honrou essa linhagem com um estilo próprio, menos espalhafatoso e mais cerebral.

Títulos e reconhecimentos

Entre as maiores conquistas de Leivinha estão o Campeonato Paulista de 1974 e o Torneio Rio-São Paulo de 1976. Na campanha de 1974, foi figura central, razão pela qual ficou conhecido como Rei do Guarana. Seu desempenho levou a convocações para a Seleção Brasileira em 1972.

A despedida e o legado

Com a partida de Leivinha, o Palmeiras se despede de um de seus monumentos vivos. Sua memória permanecerá nos títulos, nos gols e nos momentos de beleza dentro de campo.