Há 32 anos, em 2 de julho de 1994, o zagueiro Andrés Escobar era assassinado a tiros na saída de uma boate em Medellín. O crime chocou o mundo do futebol e permanece como um dos episódios mais sombrios da história dos Mundiais. O zagueiro da Colômbia foi morto apenas dez dias após marcar um gol contra contra os Estados Unidos, lance que eliminou sua seleção da Copa de 1994.
A pressão sobre a equipe colombiana era imensa. Após a derrota de 3 a 1 para a Romênia na estreia, a seleção recebeu cartas anônimas ameaçando morte caso o meia Gabriel Gómez permanecesse em campo. O técnico Francisco Maturana foi forçado a retirar o jogador, um ato que marcou a geração cafetera. Escobar, capitão e símbolo de paz em meio ao caos do narcotráfico colombiano, sonhava em usar o futebol para afastar a sombra de Pablo Escobar.
Na partida decisiva contra os anfitriões americanos, Escobar recebeu um cruzamento rasteiro de John Harkes e desviou a bola para o próprio gol. O erro fatal custou a vaga no torneio. Enquanto a torcida colombiana reagiu com violência contra os jogadores, Escobar foi alvo de ódio mortal. O assassino, identificado como Juan Carlos Obando, era supostamente um torcedor frustrado. O crime expôs a face mais brutal da paixão pelo esporte e a influência devastadora do crime organizado na América Latina.
Perguntas frequentes
Quem matou Andrés Escobar? Juan Carlos Obando, um torcedor colombiano que supostamente agiu motivado pela eliminação da seleção após o gol contra.
Qual foi a consequência do gol contra de Escobar? O gol contra marcou a eliminação da Colômbia da Copa do Mundo de 1994, logo após a derrota para a Romênia.
Por que a Colômbia estava sob tanta pressão na Copa de 94? O país vivia sob a sombra do narcotráfico de Pablo Escobar e a seleção havia recebido ameaças de morte anônimas antes da competição.
