O Ministério Público de São Paulo formalizou denúncia criminal contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, acusando-o de apropriação indébita. A investigação aponta que o dirigente utilizou cerca de R$ 721 mil dos cofres do clube para custear serviços de segurança pessoal prestados pela empresa Bear Security. Os pagamentos, realizados entre julho de 2025 e agosto de 2026, teriam beneficiado Stabile e familiares, configurando desvio de recursos públicos ou sociais da instituição esportiva.

A acusação, assinada pelo promotor Cassio Roberto Conserino, pede à Justiça a aplicação de medidas cautelares rigorosas. Caso aceitas, as restrições impediriam Stabile de acessar as dependências do Parque São Jorge, proibiriam o contato com testemunhas e vedariam a representação institucional do Timão. O MP argumenta risco de obstrução das investigações e reiteração dos fatos, solicitando ainda que o presidente não deixe o país sem autorização judicial.

Em defesa própria, a diretoria do Corinthians sustenta que os valores foram destinados exclusivamente à segurança do dirigente durante atividades relacionadas ao cargo, amparadas pelo estatuto da entidade. No entanto, a denúncia já está em trâmite e precisa ser analisada pela Justiça. Até o momento, não há condenação definitiva, mas as restrições pedidas podem afastar Stabile das funções executivas e administrativas do clube enquanto corre o processo criminal.

Perguntas frequentes

O que o MP acusa Osmar Stabile de fazer? Apropriação indébita ao usar R$ 721 mil do clube para pagar segurança pessoal.

Quais medidas o Ministério Público pede contra o presidente? Afastamento, proibição de acessar o clube e restrição de saída do país.

O Corinthians admite a irregularidade nos pagamentos? Não. O clube afirma que os gastos eram para segurança oficial do dirigente.