Omissão da Fifa gera críticas ao combate ao racismo
A falta de medidas punitivas por parte da Fifa contra episódios de racismo envolvendo torcedores da Argentina tem sido alvo de duras críticas. Marcelo Carvalho, representante do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, alertou que, apesar de diversos registros de insultos racistas nas arquibancadas durante a Copa do Mundo, a entidade máxima do futebol tem se mantido inerte. Segundo o pesquisador, a ausência de sanções tanto para os torcedores quanto para a federação local permite que o ciclo de discriminação se perpetue.
O debate ganha força diante da recorrência de casos filmados, evidenciando uma lacuna entre os protocolos estabelecidos e a aplicação prática de penalidades. Carvalho ressalta que, historicamente, avanços no combate ao preconceito no futebol brasileiro e na Conmebol só ocorreram mediante forte pressão da sociedade, da imprensa e de movimentos sociais. No cenário internacional, a expectativa é que essa mobilização force a Fifa a utilizar seu poder de intervenção, conforme previsto em regulamentos de 2023.
Outro ponto crucial levantado é a responsabilidade institucional. O especialista defende que a cobrança não deve recair sobre os jogadores, citando o exemplo de Vinícius Júnior, que enfrenta retaliações ao se posicionar. A solução, para o Observatório, passa por uma atuação enérgica da Fifa e da imprensa para que as federações sejam responsabilizadas por não agirem diante de crimes cometidos em seus estádios.
Perguntas frequentes
Por que o Observatório Racial critica a Fifa? Pela falta de punições concretas contra torcedores e federações em casos de racismo durante a Copa do Mundo.
Como o combate ao racismo evoluiu no futebol? Através da pressão de movimentos sociais, da sociedade e da imprensa, forçando mudanças nos regramentos de entidades como Conmebol e Fifa.
