O goleiro Paulo Vítor, do Atlético-GO, foi alvo de racismo durante a partida contra o Juventude, válida pela Série B do Brasileirão, no estádio Alfredo Jaconi. O incidente ocorreu após o apito final, quando o jogador discutia com adversários e apontava para a torcida local. Imediatamente, ele comunicou ao árbitro Ramon Abatti Abel, que acionou o protocolo antirracismo e registrou a ocorrência na súmula do jogo.

Júnior Mortosa, gerente de futebol do clube goiano, confirmou que um torcedor próximo ao alambrado chamou Paulo Vítor de "macaco". As autoridades prometem identificar o responsável através das câmeras de monitoramento do estádio. A diretoria do Juventude reitera seu repúdio a atos discriminatórios e informou que bloqueará permanentemente o CPF do infrator, caso seja identificado, seguindo linha adotada em casos anteriores no clube.

O Alfredo Jaconi já possui histórico negativo quanto a discriminação racial. O Juventude foi o primeiro time punido pelo STJD por racismo, em 2005, e outro torcedor foi detido em flagrante no início de 2026 por ofensas ao atacante Marcos Paulo. A CBF deve divulgar oficialmente o relatório da ocorrência nas próximas horas, iniciando o processo disciplinar contra os responsáveis.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com Paulo Vítor no jogo Juventude x Atlético-GO? O goleiro sofreu ofensa racial de um torcedor do Juventude após o fim da partida e comunicou imediatamente ao árbitro.

Como a CBF irá investigar o caso de racismo? A Confederação Brasileira de Futebol analisará as câmeras de monitoramento do estádio Alfredo Jaconi para identificar o torcedor responsável pela ofensa.