A regra do gol de ouro, que encerrava a partida imediatamente após o primeiro gol na prorrogação, deixou de existir no futebol de elite após um período de experimentação. Implementada pela Fifa em 1993 e utilizada nos Mundiais de 1998 e 2002, a norma visava estimular o ataque e evitar que as partidas fossem decididas precocemente nas disputas de pênaltis.
No entanto, o efeito prático foi o oposto do esperado. Em vez de promover o jogo ofensivo, a regra de 'morte súbita' incentivava as equipes a adotarem uma postura excessivamente defensiva. O medo de sofrer um gol que encerrasse o confronto instantaneamente fazia com que os times recuassem as linhas, tornando os tempos extras monótonos e pouco atraentes para o público e para o espetáculo esportivo.
Após a decisão da Ifab em 2003, o gol de ouro foi abolido, retornando o futebol ao formato tradicional de prorrogação completa, com dois tempos de 15 minutos, seguido de pênaltis se o empate persistir. Desde o Mundial de 2006, na Alemanha, o formato atual é o padrão adotado pela Fifa para garantir integridade competitiva e dinamismo nas fases de mata-mata.
Perguntas frequentes
Quando o gol de ouro foi usado na Copa do Mundo? A regra foi aplicada nos torneios de 1998 e 2002.
Por que a regra foi abolida? Porque ela tornava o jogo excessivamente defensivo, prejudicando o espetáculo.
