A proposta de 150 milhões de euros (aproximadamente R$ 900 milhões) feita pelo Real Madrid pelo atacante Julián Alvarez foi categoricamente recusada pelo Atlético de Madrid. Florentino Pérez cumpriu promessa de campanha com a jogada, mas a manobra estratégica acabou gerando um efeito colateral inesperado e negativo para o Barcelona, principal interessado no jogador.
O Atlético de Madrid não apenas ignorou o valor astronômico da oferta, como também ironizou publicamente as tentativas de negociações anteriores do rival catalão. Ao rejeitar a proposta merengue, o clube madrileno estabeleceu um novo patamar de mercado: qualquer interesse futuro do Barcelona deverá superar, obrigatoriamente, os 150 milhões de euros. O movimento do Atlético serve tanto para blindar a peça quanto para humilhar a concorrência na La Liga.
A situação coloca o Barcelona em uma posição delicada. O clube da Catalunha busca um atacante para suceder Robert Lewandowski e já havia encontrado, como alternativa viável, João Pedro, do Chelsea. No entanto, com o preço de Julián Alvarez sendo artificialmente inflacionado pela ação do Real Madrid, as margens do diretivo esportivo, liderado por Deco, encolheram. Se o clube de Joan Laporta não quiser ou não puder pagar a nova valorização, o ataque dependerá exclusivamente de Lamine Yamal, Raphinha e Anthony Gordon. A disputa por Álvarez deixou de ser uma simples negociação esportiva e tornou-se um tabuleiro de xadrez político dentro do futebol espanhol.
Perguntas frequentes
Quanto o Real Madrid ofereceu por Julián Alvarez? O Real Madrid ofereceu 150 milhões de euros, cerca de R$ 900 milhões, uma proposta que foi recusada pelo Atlético de Madrid.
Por que o Barcelona perdeu a chance de contratar Julián Alvarez barato? O Atlético de Madrid usou a oferta recusada do Real Madrid como referência, obrigando qualquer novo interessado, incluindo o Barcelona, a pagar mais de 150 milhões de euros.
