Dorival Júnior entregou o jogo antes mesmo do apito inicial. Ao escalar um time 100% reserva para enfrentar o Palmeiras no Nubank Parque, o técnico do São Paulo demonstrou que o Choque-Rei da 27ª rodada do Brasileirão não era prioridade. O objetivo claro era preservar os titulares para a partida contra o Boca Juniors, válida pela Copa Sul-Americana na terça-feira. A decisão transformou um clássico histórico em uma obrigação alheia, resultando em derrota por 2 a 0.

O placar reflete a disparidade técnica: Murilo marcou no fim do primeiro tempo e Vitor Roque ampliou logo no início da etapa complementar. Mesmo sem Abel Ferreira, suspenso, o Palmeiras dominou com naturalidade. A atuação tricolor foi fraca, mas não desastrosa até aos 38 minutos, quando Luis Osorio recebeu cartão vermelho por entrada violenta em Piquerez, após intervenção do VAR. Até então, o grupo reserva resistia melhor do que o esperado, mas a falta de intensidade e compromisso foi evidente.

A derrota consolida uma sequência negativa histórica: é a sétima derrota seguida para o Palmeiras, sendo a quarta no ano em quatro confrontos diretos. O apequenamento são-paulino preocupa, especialmente considerando a naturalidade com que a diretoria e a torcida parecem aceitar esse cenário de desistência em competições nacionais. Enquanto o Palmeiras segue na liderança do Brasileirão, aguardando apenas pelo resultado do Flamengo, o São Paulo afunda ainda mais no meio da tabela, demonstrando uma crise institucional e esportiva sem precedentes nos últimos anos.

Perguntas frequentes

Por que o São Paulo escalou time reserva contra o Palmeiras? Dorival Júnior poupou os titulares para a partida contra o Boca Juniors pela Copa Sul-Americana.

Quem marcou os gols do Palmeiras no Choque-Rei? Murilo marcou no final do primeiro tempo e Vitor Roque ampliou no início da segunda etapa.

Qual a sequência de resultados entre São Paulo e Palmeiras? É a sétima derrota seguida do São Paulo para o Palmeiras, com quatro vitórias alviverdes neste ano.