Vencer a Copa do Mundo é o objetivo supremo do futebol, mas a história registra que a excelência técnica nem sempre garante o troféu. Seleções que revolucionaram o esporte, mudaram tátricas e encantaram gerações frequentemente ficaram esquecidas na sombra de campeões, vítimas de detalhes ou do próprio azar. Entre os exemplos mais marcantes, destacam-se Hungria de 1954 e Holanda de 1974, equipes que deixaram legados eternos sem levantar a taça.

A Hungria de Ferenc Puskás chegou à Suíça 54 praticamente invencível, após uma sequência histórica de vitórias, incluindo uma goleada de 6 a 3 sobre a Inglaterra em Wembley. No Mundial, atropelou adversários com um futebol ofensivo moderno, derrotando Alemanha Ocidental por 8 a 3 na fase de grupos e eliminando Brasil e Uruguai. Na final, porém, sofreu o chamado "Milagre de Berna": abriu 2 a 0 nos primeiros minutos, mas a Alemanha reagiu e venceu por 3 a 2. O episódio cementou o lugar da equipe como símbolo máximo do fracasso glorioso.

Vinte anos depois, a Holanda de 1974, sob comando de Rinus Michels e liderada por Johan Cruyff, apresentou o "Futebol Total". A inovação tática, focada em movimentação constante e pressão coletiva, mudou a forma como o esporte é jogado até hoje. Os neerlandeses encantaram a Alemanha Ocidental, derrotando o Brasil tricampeão e chegando à final. Contra os donos da terra, marcaram primeiro sem permitir que os alemães tocassem na bola, mas sofreram o gol de empate nos acréscimos e a virada. A derrota não apagou a influência: aquela seleção permanece como referência absoluta de evolução tática, mesmo sem a glória máxima.

Perguntas frequentes

Por que a Hungria de 1954 é considerada uma das melhores seleções sem Copa? Porque venceu quase todos os jogos antes da final, incluindo a Inglaterra e a Alemanha na fase de grupos, mas perdeu a final por 3 a 2 após abrir 2 a 0.

Qual a importância da Holanda de 1974 para o futebol atual? Apresentou o "Futebol Total", conceito que influenciou o Jogo de Posição e transformou a forma como equipes ocupam espaços e pressionam sem posse de bola.