A Copa do Mundo de 2026 inicia nesta quinta-feira (11) com o confronto entre México e África do Sul, marcando o início de um torneio historicamente polêmico. Além da disputa esportiva, o Mundial na América do Norte enfrenta desafios que ultrapassam as linhas do gramado. Entre polêmicas políticas, reações ao clima e novas normas arbitrais, questões estruturais e diplomáticas definem o cenário antes da primeira bola rolar.
O palco principal, Estados Unidos, vive um momento de intensa tensão sob a presidência de Donald Trump, marcada por políticas migratórias restritivas e conflito geopolítico direto. A seleção iraniana, por exemplo, foi obrigada a mudar sua base de treinamentos para o México devido à dificuldade de obtenção de vistos americanos. Simultaneamente, o cancelamento da cota de ingressos para torcedores iranianos e a proibição da entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, sob suspeita de terrorismo, evidenciam a hostilidade institucional.
A situação extrapolou o Irã, afetando outros participantes. O destaque do Iraque, Aymen Hussein, foi interrogado por sete horas na imigração americana, gerando condenações globais. Além disso, a seleção do Uzbequistão e seu técnico, Fabio Cannavaro, foram revistados de forma considerada humilhante. Pela primeira vez, um país-sede está em guerra declarada com uma nação participante, criando um precedente sombrio que contrasta com o silêncio da Fifa sobre operações militares de aliados dos EUA no Oriente Médio, enquanto rigorosa com a Rússia.
Perguntas frequentes
Por que a seleção iraniana mudou de base? Devido à dificuldade na emissão de vistos americanos e à tensão política entre os EUA e o Irã.
Qual o recorde geopolítico desta Copa? É a primeira vez que um país-sede está em guerra ou conflito declarado com uma nação participante.
