A Copa do Mundo de 2026, iniciada com a vitória do México sobre a África do Sul, carregava debates políticos antes mesmo do primeiro lance. O técnico da Noruega, Stale Solbakken, quebrou o silêncio da categoria ao classificar como "hipocrisia" a atitude do futebol internacional diante das questões extracampo do torneio, disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
A manifestação ocorreu após a retenção de Aymen Hussein, atacante do Iraque, por cerca de sete horas em um aeroporto de Chicago. O episódio reacendeu discussões sobre políticas de imigração e burocracias de visto nos EUA. Solbakken destacou a ironia do momento: Hussein enfrentará a própria Noruega na fase de grupos. "Estamos todos de acordo que é inútil, que muitas coisas poderiam ter sido feitas de outra forma, mas somos todos hipócritas", afirmou o norueguês durante coletiva em Greensboro.
Apesar da dura crítica, Solbakken reforçou o compromisso com a competição. "Uma Copa do Mundo é organizada aqui e nós estamos aqui para jogar futebol", declarou, reconhecendo a necessidade de focar no aspecto esportivo. Sua fala ganha relevância por romper a postura padrão de neutralidade adotada pela maioria das delegações participantes. Enquanto dirigentes e federações mantinham reservas silenciosas sobre os processos logísticos, o treinador trouxe à tona os dilemas reais enfrentados pelas equipes em solo americano, expondo a contradição entre o discurso diplomático e a prática administrativa da Fifa e dos organizadores locais.
Perguntas frequentes
Por que Aymen Hussein foi retido nos EUA? O atacante do Iraque foi submetido a uma longa retenção por agentes de alfândega e polícia de fronteira ao desembarcar em Chicago, sem detalhes oficiais divulgados.
Qual a posição da Noruega sobre o caso? O técnico Stale Solbakken criticou publicamente a situação, chamando a postura do futebol mundial de hipócrita, embora tenha afirmado que o foco deve ser o jogo.
