Impasse sobre o mando de campo do Vasco
O Vasco enfrenta um complexo dilema logístico para decidir onde mandará o jogo de volta das semifinais da Sul-Americana contra o Boca Juniors. O regulamento da Conmebol exige estádios com capacidade mínima de 30 mil torcedores para esta fase, o que inviabiliza a utilização de São Januário. A tentativa de levar o confronto para o Maracanã, contudo, recebeu um revés importante após o consórcio que administra a arena negar o pedido formal do clube carioca.
A gestão do Maracanã, liderada por Flamengo e Fluminense, justificou a negativa citando o desgaste do gramado e o calendário apertado da arena. O estádio recebe um confronto decisivo da Libertadores entre Flamengo e Estudiantes apenas dois dias após o duelo vascaíno. O impedimento agrava a situação do Cruzmaltino, que já teve dificuldades para utilizar o Maracanã em jogos anteriores da temporada, apesar de possuir acordos vigentes com o consórcio.
Diante do cenário, a diretoria liderada por Pedrinho busca alternativas urgentes. O clube tenta convencer a Conmebol a abrir uma exceção para que a partida ocorra em São Januário, oferecendo suporte para a torcida visitante do Boca Juniors. Caso a negociação diplomática não avance, o Vasco não descarta recorrer à Justiça para garantir o uso do Maracanã. A definição do local deve ocorrer até o início de outubro, respeitando o prazo de dez dias de antecedência exigido pela entidade sul-americana.
Perguntas frequentes
Por que o Vasco não pode jogar em São Januário? As regras da Conmebol exigem que estádios para semifinais de competições continentais tenham capacidade mínima de 30 mil torcedores.
Por que o Maracanã negou o pedido do Vasco? O consórcio alegou preocupação com o desgaste do gramado e o calendário de jogos, já que o Flamengo joga na arena dois dias depois.
