A Justiça publicou nesta sexta-feira (28) o edital que abre o processo competitivo para a venda da UPI Equity, equivalente a 90% do capital social da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama. O documento estabelece as regras para investidores interessados na controle majoritário do clube cruzmaltino, com Marcos Lamacchia definindo o valor mínimo de referência para a operação.

O futuro controlador terá um compromisso financeiro robusto: aportar R$ 500 milhões exclusivamente para o futebol. Esse montante será dividido em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões, corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). As regras são rígidas e destinam esses recursos prioritariamente ao fortalecimento do elenco, contratações e estruturação da comissão técnica, sendo expressamente proibido o uso dos valores para quitar ou amortizar dívidas existentes.

Além do aporte direto, a nova gestão deve assumir responsabilidades imediatas com o passivo financeiro. É obrigatória a capitalização do financiamento junto ao Banco Crefisa, cujo valor líquido de aproximadamente R$ 80 milhões será convertido em capital social para quitar a obrigação. O edital também impõe metas de investimento no longo prazo: R$ 120 milhões para o centro de treinamento do futebol profissional masculino ao longo de dez anos e R$ 30 milhões para as categorias de base nos primeiros dois anos. A proibição de distribuição de dividendos por uma década visa garantir a reinversão dos lucros no esporte.

Perguntas frequentes

Quanto o novo dono do Vasco deve investir? O futuro controlador deve aportar R$ 500 milhões em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões, corrigidas pelo INPC.

Os recursos podem ser usados para pagar dívidas? Não. O edital veta expressamente o uso dos aportes para quitar ou amortizar dívidas do clube.