# Irregularidades na compra da SAF do Vasco
A aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco pela família Lamacchia esbarra em obstáculos jurídicos intransponíveis. A operação, que envolve o grupo de Marcos Lamacchia e a empresa Crefipar Participações, não se resume a um simples detalhe corporativo. Ela configura uma violação direta à Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), especificamente ao artigo 62, que veda a participação simultânea de parentes até o segundo grau na gestão ou capital de clubes concorrentes.
O elo crítico identificado é Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Documentos da Junta Comercial revelam que ela detém 5% das ações da Crefipar, controlada por seu marido, José Lamacchia. Esta mesma empresa forneceu aval e fiança para a operação de compra do Vasco via Almirante, além de ter emprestado R$ 80 milhões ao clube. O Banco Crefisa já possui 10% das ações da SAF vascaína em alienação fiduciária. A interligação financeira e familiar entre o atual dono do Palmeiras e os futuros donos do Vasco fere frontalmente a proibição de controle cruzado entre congêneres.
A Lei Geral do Esporte é clara ao estender a vedação a cônjuges e parentes, incluindo controladoras e coligadas. Avalizar dívidas não é mero patrocínio; é exercer influência econômica e administrativa. A Anresf e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devem analisar esse emaranhado de contratos. A presença de Leila Pereira no acionário que garante a compra do rival pode anular a operação ou resultar em sanções severas, incluindo a perda de vagas na Libertadores e multas milionárias para ambos os clubes.
Perguntas frequentes
Por que a compra da SAF do Vasco por Lamacchia é irregular? Porque Leila Pereira, presidente do Palmeiras, é sócia da empresa que garante a compra, violando a Lei Geral do Esporte que proíbe parentes de controlarem clubes concorrentes.
Qual o papel da Crefipar na operação? A Crefipar, controlada por José Lamacchia e com participação de Leila Pereira, forneceu aval financeiro para a aquisição do Vasco e emprestou R$ 80 milhões ao clube.
Quais são as consequências legais para os clubes? As sanções podem incluir multas pesadas, perda de vagas em competições internacionais como a Libertadores e até a anulação da transferência das ações.
