Rivalidade barra árbitro brasileiro na decisão
A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo selou o destino de Wilton Pereira Sampaio. O árbitro brasileiro, que já atuou na partida de abertura do torneio, está fora da disputa pelo título entre Argentina e Espanha. Embora o regulamento da Fifa não proíba árbitros de confederações continentais dos países finalistas, a entidade decidiu priorizar a neutralidade para evitar desgastes políticos e reclamações.
A principal preocupação da Fifa reside na histórica rivalidade entre brasileiros e argentinos. O cenário atual, marcado por tensões entre as seleções, torna o uso de um profissional da Conmebol um risco para a imagem da competição. O precedente de 1986, quando o brasileiro Romualdo Arppi Filho apitou a final entre Argentina e Alemanha, é lembrado, mas a entidade busca um ambiente de maior estabilidade para a decisão deste domingo.
Com a saída de Sampaio da final, o brasileiro deve comandar o jogo pelo terceiro lugar entre França e Inglaterra. Para a grande decisão, o iraniano Alireza Faghani surge como o favorito por ser considerado uma escolha neutra. Caso questões geopolíticas envolvendo a nacionalidade de Faghani interfiram, o esloveno Slavko Vincic ganha força. O polonês Szymon Marciniak, apesar do prestígio, tem chances reduzidas devido ao histórico de já ter apitado uma final mundial.
Perguntas frequentes
Por que Wilton Sampaio não apitará a final? A Fifa quer evitar desgastes causados pela rivalidade entre Brasil e Argentina.
Quem é o favorito para apitar a final? O iraniano Alireza Faghani é o nome mais forte para a decisão.
