A venda do lateral-direito JP Chermont, de 20 anos, ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, tornou-se alvo de forte resistência interna no Santos. Um grupo de conselheiros do clube pretende levar o caso ao Conselho Deliberativo para exigir explicações do presidente Marcelo Teixeira sobre os valores envolvidos na transação.

O Peixe deve receber US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,9 milhões) à vista, além de US$ 1 milhão condicionado a metas. No entanto, após descontos de taxa de vitrine devida ao Coritiba e a renúncia de parte dos direitos do próprio atleta, o montante líquido que entrará nos cofres alvinegros é de R$ 9,3 milhões. Para os associados, o valor é insuficiente, especialmente considerando que ofertas superiores já haviam sido recusadas pela diretoria no passado.

Crise financeira e impacto no elenco

A indignação dos conselheiros também passa pelo contexto financeiro do clube. O valor arrecadado com a transferência não é capaz de cobrir sequer um mês de direitos de imagem atrasados do elenco profissional, que girava em torno de R$ 15,1 milhões mensais até junho de 2026. A necessidade de comercializar promessas da base para quitar despesas operacionais rotineiras acendeu um alerta sobre a saúde financeira do Santos.

Além de cobrar esclarecimentos, o grupo de conselheiros solicitará cópia do contrato de venda na Secretaria do Conselho. O movimento segue o padrão de recentes apurações internas sobre rescisões e pagamentos de salários no clube, buscando maior transparência na gestão dos ativos da Vila Belmiro.

Perguntas frequentes

Qual o valor da venda de JP Chermont? O Santos deve receber R$ 9,3 milhões líquidos, após descontos de taxas e direitos de terceiros, além de bônus por metas.

Por que os conselheiros estão revoltados? Eles consideram o valor baixo em comparação a ofertas passadas e apontam que o montante não cobre as dívidas de imagem do elenco.