Disputa judicial por comissões de patrocínio
A corretora New Honest acionou a Justiça para cobrar R$ 7,5 milhões do São Paulo, alegando o direito a comissões sobre o contrato de patrocínio firmado com a Unimed. A empresa, que atuava na intermediação do acordo, foi removida do contrato após o Conselho de Administração do clube levantar suspeitas internas sobre a natureza da parceria. O montante pleiteado corresponde a 10% dos valores previstos no contrato, que pode chegar a R$ 75 milhões até 2030.
As suspeitas que motivaram a saída da New Honest envolvem o fato de a corretora possuir sede no próprio Morumbis e um capital social de apenas R$ 1 mil. Após a identificação dessas inconsistências, o departamento de marketing do São Paulo refez os contratos, excluindo o pagamento de comissões à intermediária. O caso gerou um forte impacto político no clube, sendo o estopim para a saída do ex-diretor de marketing, Eduardo Toni.
Em sua defesa, a New Honest argumenta que atuou com autorização e apresentou documentos que comprovam sua participação nas negociações. Embora a Justiça tenha inicialmente rejeitado o pedido de depósito judicial por questões processuais, a empresa já recorre da decisão. O São Paulo, por sua vez, mantém o patrocínio da Unimed vigente, mas enfrenta agora o desgaste jurídico e administrativo causado pelo imbróglio.
Perguntas frequentes
Por que o São Paulo retirou a New Honest do contrato? O clube levantou suspeitas sobre a estrutura da empresa, que tinha sede no Morumbis e capital social de apenas R$ 1 mil.
Qual o valor que a empresa está cobrando? A New Honest busca R$ 7,5 milhões referentes a 10% de comissão sobre o contrato de patrocínio da Unimed.
