Neymar reacendeu o debate sobre os pisos dos estádios brasileiros ao elogiar o gramado da Neo Química Arena após a vitória do Santos sobre o Corinthians. Em entrevista, o craque comparou a qualidade do piso corintiano com o utilizado no PSG, classificando-o como um dos melhores do mundo. A declaração, contudo, gerou confusão imediata entre torcedores e analistas, que passaram a questionar se o campo realmente não seria sintético.

A resposta técnica é categórica: o gramado da Neo Química Arena não é sintético, mas sim híbrido. Trata-se de uma superfície composta por grama natural do tipo ryegrass, com fibras artificiais costuradas abaixo da camada vegetal para reforçar a estrutura. Essa tecnologia, conhecida como "stitching", insere as fibras algumas centímetros abaixo da superfície, servindo de ancoragem para o sistema radicular. O resultado é um campo que reduz buracos, aumenta a estabilidade e resiste melhor ao desgaste físico intenso das partidas.

Rodrigo Santos, engenheiro agrônomo da Itograss, empresa responsável pela manutenção do piso em diversos estádios das Séries A e B, explica que há "um abismo" entre o gramado sintético puro e o misto. O modelo híbrido é padrão em Copas do Mundo e nas principais ligas europeias, pois combina a estética e a jogabilidade natural com a durabilidade artificial. A Neo Química Arena passou por renovação recente, com remoção da matéria orgânica antiga e nova semeadura, consolidando essa tecnologia de ponta no futebol brasileiro.

Perguntas frequentes

O gramado do Corinthians é sintético? Não. É um gramado híbrido, que combina grama natural com fibras sintéticas costuradas abaixo da superfície para maior resistência.

Qual a diferença entre gramado sintético e híbrido? O sintético é 100% artificial. O híbrido tem grama real com reforço de fibras artificiais, oferecendo melhor desempenho e durabilidade.