A 25ª rodada do Campeonato Brasileiro reacendeu o debate sobre a atuação dos juízes em campo. O UOL consultou quatro ex-árbitros para dissecar os cinco principais lances conturbados do domingo (30), revelando divergências técnicas que impactam diretamente a tabela e a credibilidade da competição.

No confronto entre Mirassol e Palmeiras, o árbitro João Vitor Gobi marcou pênalti contra o time paulista após contato de Giay em Fernandinho, mas anulou a decisão após revisão do VAR. A anulação dividiu opiniões especializadas. Manoel Serapião e João Paulo Araújo consideraram a decisão final correta, argumentando que o defensor fez entrada pelo lado e tocou na bola, caracterizando jogo duro permitido. Por outro lado, Guilherme Ceretta e Ulisses Tavares foram veementes em criticar a intervenção do VAR, afirmando que o contato nas pernas precedeu o toque na bola, configurando falta clara que deveria ter sido mantida.

Outro ponto de atrito ocorreu no clássico Flamengo x Botafogo, onde o gol de Arthur Cabral foi anulado. O atacante desliza e a bola acerta seu braço antes de finalizar. A regra é rígida: toque de mão do atacante em jogada que resulta em gol é infração. Ceretta, Serapião e Tavares validaram a anulação com base na letra da lei. Apenas Araújo discordou, sugerindo que o apoio do braço no chão tornaria o contato acidental, embora essa visão seja minoritária entre os especialistas.

Por fim, no Athletico-PR x Fluminense, Felipe Fernandes de Lima marcou pênalti para o Furacão após falta de Fábio em Viveros. A consistência nas decisões continua sendo o maior desafio da arbitragem nacional, exigindo padronização que ainda não se vê com clareza nos estádios.

Perguntas frequentes

Por que o pênalti foi anulado no Mirassol x Palmeiras? O VAR considerou que o defensor tocou na bola antes do contato, caracterizando jogo duro e não falta.

Arthur Cabral cometeu mão na mão em seu gol anulado? Sim, a regra considera toque de mão do atacante em jogada que resulta em gol como infração automática.