A comissão de arbitragem da CBF implementou uma nova diretriz estratégica para orientar o trabalho dos árbitros de vídeo no Brasileirão. Um novo 'mantra' foi fixado na central do VAR no Rio de Janeiro: "A decisão de campo permanece correta, a menos que haja evidência clara de que está incorreta". O objetivo é reduzir o tempo de tomada de decisão e evitar discussões subjetivas sobre interpretações de lances em zonas cinzentas.

Segundo Péricles Bassols, gerente do VAR e vice-presidente da comissão de arbitragem, a filosofia busca mudar a mentalidade dos operadores. Em vez de procurar ativamente por um erro, o árbitro deve partir do princípio de que o juiz de campo acertou. A intervenção tecnológica só deve ocorrer quando as imagens de diferentes ângulos e velocidades comprovarem um equívoco inquestionável, minimizando interferências desnecessárias que interrompem o fluxo da partida.

Essa mudança cultural ocorre em um momento de transição tecnológica, com a preparação para a chegada do impedimento semiautomático no futebol brasileiro. A gestão de Sandro Meira Ricci reforça o conceito de "menos arbitragem e mais futebol", tentando garantir que as decisões de vídeo não desvirtuem o espetáculo. A meta é estabelecer um critério único e objetivo, diminuindo o impacto de lances polêmicos que dependem excessivamente de interpretação humana.

Perguntas frequentes

Qual é a nova regra para o VAR no Brasileirão? A decisão do árbitro de campo deve ser mantida, a menos que o VAR encontre uma evidência clara de que a decisão foi incorreta.

Qual o objetivo dessa mudança na arbitragem? Reduzir debates subjetivos, acelerar o tempo de decisão e evitar que o VAR interfira em lances de interpretação ou zonas cinzentas.