O fim do domínio argentino na Libertadores

A Conmebol Libertadores inicia nesta terça-feira sua fase de oitavas de final com um cenário histórico e inédito para o futebol sul-americano. Pela primeira vez em 15 anos, nenhum dos grandes clubes da Argentina está entre os 16 melhores colocados da competição. O fenômeno marca uma mudança de paradigma no equilíbrio de forças do continente, evidenciando o crescimento técnico e financeiro dos clubes brasileiros.

O último registro de hegemonia argentina em finais ocorreu em 2018, quando River Plate e Boca Juniors protagonizaram o duelo mais emblemático da história recente do torneio. Desde então, a presença constante de equipes de Buenos Aires no topo da tabela tem sido a regra, mas a atual edição quebra esse padrão, deixando o caminho livre para que os representantes do Brasil busquem o título sem o tradicional obstáculo dos rivais do país vizinho.

Com a ausência de potências como River Plate e Boca Juniors, o favoritismo se concentra quase inteiramente nos clubes brasileiros. A ausência dos gigantes argentinos nas oitavas de final altera não apenas o nível de competitividade técnica, mas também o planejamento estratégico das equipes que avançaram, que agora enfrentam um chaveamento sem a pressão psicológica e o estilo de jogo característico dos grandes clubes argentinos.

Perguntas frequentes

Quando foi a última vez que argentinos dominaram a Libertadores? O último título argentino foi em 2018, em uma final entre River Plate e Boca Juniors.

O que mudou nas oitavas de final desta edição? Pela primeira vez em 15 anos, nenhum dos grandes clubes argentinos se classificou para as oitavas de final.