Roger Machado, sem clube desde maio de 2025, voltou a morar em Porto Alegre e acompanha de perto o Grenal nº 453 pelas quartas de final da Copa do Brasil. O técnico, ídolo tricolor como jogador entre 1994 e 2003, viveu ambas as facetas da rivalidade gaúcha: conquistou a Libertadores de 1995 pelo Grêmio e quebrou um jejum de nove anos no Campeonato Gaúcho comandando o Internacional em 2025.

Em entrevista à PLACAR, Roger detalhou a mudança na recepção das torcidas nas ruas da capital. Inicialmente, sete em cada dez abordagens vinham de gremistas agradecendo pelas conquistas; os três restantes, colorados, elogiavam sua postura como rival. Após a polêmica ida ao Inter em 2024, o equilíbrio se inverteu: hoje, há cinco gremistas e cinco colorados que pedem fotos. Roger admite que a decepção de parte dos torcedores tricolores ainda ressoa, mas reforça o respeito mútuo aprendido nas duas casas.

A passagem pelo Inter foi marcada pela recuperação da equipe, que saltou da 13ª para a 5ª posição no Brasileirão sob seu comando. Agora, como observador, Roger mantém uma postura equilibrada, aceitando fotos de torcedores de ambos os lados sem distinção. O duelo desta quinta-feira, no Beira-Rio, serve como pano de fundo para refletir sobre a complexidade emocional do futebol gaúcho e a capacidade de um técnico de transcender as barreiras da rivalidade histórica.

Perguntas frequentes

Roger Machado ainda tem ligação com o Grêmio? Sim, é ídolo por ter jogado lá entre 1994 e 2003, conquistando a Libertadores de 1995 e mais de dez títulos.

Como foi a reação dos gremistas após Roger ir ao Inter? Muitos ficaram decepcionados, o que alterou o equilíbrio das abordagens nas ruas, dividindo igualmente torcedores de ambos os clubes.

Quando Roger Machado deixou o Internacional? Ele deixou o Colorado em 2025, após conquistar o Campeonato Gaúcho e encerrar um jejum de nove anos do título estadual.