O Vasco da Gama conseguiu evitar a aplicação do temido transfer ban ao efetuar, nesta segunda-feira, o pagamento da primeira parcela do plano coletivo aprovado na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). A diretoria recorreu a um empréstimo emergencial junto à Almirante Participações, empresa controlada por Marcos Lamacchia, no valor de aproximadamente R$ 5 milhões para honrar o compromisso com a CBF dentro do prazo estipulado.
A decisão da CNRD, homologada no início de agosto, exigia que o clube comprovasse os pagamentos realizados até cinco dias após cada vencimento. O acordo estabelece uma quitação anual de R$ 15 milhões, além da destinação de 10% da receita bruta de premiações em competições da CBF e Conmebol para a redução das dívidas. Os valores serão reajustados anualmente pelo IPCA.
Apesar da regularização imediata, o quadro financeiro do clube permanece delicado. A SAF aguarda a liberação dos R$ 150 milhões do empréstimo DIP, avaliado pela Justiça, para garantir o fluxo de caixa necessário para honrar os pagamentos futuros e as obrigações da Recuperação Judicial. O clube entrou com agravo na Justiça do Rio de Janeiro contra restrições ao endividamento, alegando necessidade de R$ 83 milhões até o final de agosto.
Perguntas frequentes
Qual foi o valor do empréstimo para pagar a parcela da CNRD? O Vasco contraiu um empréstimo de cerca de R$ 5 milhões junto à Almirante Participações.
Quanto o Vasco deve pagar anualmente pelo acordo na CNRD? O clube deve quitar R$ 15 milhões por ano, mais 10% das premiações em competições oficiais.
